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Bobo não é, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Que barulheira está fazendo seu novo-velho partido, o PSD!
A possibilidade de o ex-presidente do
Banco Central Henrique Meirelles, recém-filiado ao PSD, candidatar-se à
Prefeitura de São Paulo é um golpe — no mínimo publicitário —
formidável.
O prefeito, com sua cara desamparada de
meninão grande, está conseguindo, com seu partido biônico, formado por
trânsfugas de outras legendas, embaralhar a sucessão na maior cidade do
Brasil.
Ele veio para confundir, não para esclarecer, como dizia o Chacrinha.
Vejam só: Kassab, sempre que pode, diz ser
favorável à candidatura a prefeito em 2012 do ex-presidenciável José
Serra (PSDB). Serra já cansou de repetir que não será candidato. Ainda
ontem fez isso.
Quando não fala em Serra, diz que é
“natural” uma aliança do PSD com os tucanos. (Se assim for, por que
teria saído do DEM para fundar um novo partido? Ah, para “ajudar” a
presidente Dilma, num partido que chegou a definir, com raro brilho,
como “nem de esquerda, nem de direita, nem de centro”. Eu já tinha me
esquecido…).
Ao mesmo tempo, chegou a declarar que
“apoia” uma eventual candidatura do seu secretário do Verde e Meio
Ambiente, Eduardo Jorge.
E, de repente, recebe de braços abertos a
Meirelles, vindo do PMDB e, sem dúvida, um belo nome: ex-executivo de
banco muito bem sucedido, respeitado presidente do Banco Central, ligado
aos tucanos (foi eleito deputado pelo PSDB de Goiás antes de assumir ao
BC, razão pela qual renunciou ao mandato)…
O fato de não ser de São Paulo e não estar
radicado na cidade — onde, porém, já viveu por vários anos — não deve
ser problema, caso Meirelles decida se candidatar.
Mas aí ele vai tirar votos, e não poucos votos, muito provavelmente do candidato tucano, seja ele quem for.
E ajudar o PT, que os tucanos pretendem manter o mais longe possível do Palácio Matarazzo, sede da Prefeitura.
Qual será a do prefeito?
Um doce a quem responder.
Blog de Ricardo Setti
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